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Viking Penguin, 2005.
ISBN: 067091486X

Editorial book description:

“On his way back from the crusades, one of England’s most famous and romantic medieval kings was ship-wrecked and stranded near Venice. Trying to make his way home in disguise, he was arrested and imprisoned and effectively disappeared. He didn’t get home for another 15 months, and at enormous cost – a quarter of the entire wealth of England was paid to win his release.

The bizarre events surrounding Richard the Lionheart’s disappearance has been relegated to the nursery by generations of historians. But it also provides the background to some of the most colourful and enduring legends – Robin Hood, the Sheriff of Nottingham, the discovery of King Arthur’s grave, and above all, the story of Blondel, Richard’s faithful minstrel, and his journey across central Europe – singing under castle towers – until he finds the missing king.

Blondel’s Song tells the tale of one of the most peculiar incidents of medieval history, and the background to the real Blondel and his fellow troubadours, as well as the courts of love, the Holy Grail, emergence of gothic cathedrals like Notre Dame and Chartres, and the unique moment of tolerance in the West – when Europe shared a language, and a new culture of music, romance and chivalry.It retraces and rediscovers Richard’s secret journey across the Alps in winter, and uncovers the real story of the arrest of Europe’s most powerful king, two thousand miles from home, and the effects of his gigantic ransom. And it uncovers for the first time the real meaning of the legend of Blondel, the song that revealed Richard’s lonely cell, and the truth about who Blondel was“.

But there are more in this fantastic history. 
Richard I Coeur-de-lion was protagonist in it, as well as pawn:  It is also a story in which the protagonists are the Emperor Henry VI of Hohenstaufen and the princes of the great aristocratic lineages of the Holy Roman Empire, in contention at the end of the twelfth century.

When going through the Sicilian kingdom on his route to the Holy Land during the Third Crusade, Richard established an alliance with Tancred of Lecce, who had usurped the throne from his cousin, Empress Constance, wife of Henry VI, and by that fact he become a double enemy of the imperial household, since Richard was also brother in law of Henry the Lion, deposed duke of Saxony and Bavaria and a sworn enemy of the Hohenstaufen.

As if that were not enough, in Acre Richard humiliated Leopold V of Babenberg, Duke of Austria and cousin of the German emperor. Thus, it is evident that if Richard passed by Germanic domains, would be treated as an enemy of the Reich.

Thus, when returning of the Crusade by Aquileia, Richard had to exactly get into the domains of the the Austrian duke and was imprisoned by him. Leopold sold his captive to his cousin, Henry VI, who, with this maneuver, could overcome a broad rebellious alliance against him that had risen through the accusation that he had ordered the murder of the Bishop of Liège, Albert of Louvain. This alliance was composed by the princes of the Lower Rhine (related of the deceased), the Rhenish archbishops (Cologne, Mainz and Trier), Henry the Lion and had the financial support of his brother in law, Richard the Lionheart, of Tancred of Lecce and of the Pope Celestine III. On the other hand, Henry VI mobilized the vast resources of the Hohenstaufen in Germany and had the support of Philip II Augustus of France and the Lombard communes.

With this stroke of good fortune, the alliance against Henry VI lost its financial mainstay and collapsed. Moreover, Henry charged the English with the immense ransom of 150 thousand marks (something like 35 tons of silver) to free their king.

The fight against the rebels, and negotiations for the release of Richard I dragged on between 1192 and early 1194. However, an unexpected peace emerged between February and March 1194, with the full payment of the ransom of Richard, the death of Tancred of Lecce and the marriage between Agnes (cousin of Henry VI) and Henry, eldest son of Henry the Lion, which sealed a truce between the two lineages.

This time around, the German campaign to conquer the Sicilian kingdom was swift and decisive: the forces of their maritime allies, Genoa and Pisa, financed by the English silver, reached the Strait of Messina at September 1, even before the arrival of the emperor and his terrestrial contingent. Henry occupied Palermo at 11.20.1194 and received the royal coronation at 12.25.

So, the history of the captivity of Richard I in Germany was also part of the intrincated history of the Holy Roman Empire and of the Sicilian Kingdom in the process of the unio Regni ad Imperium, which submitted the southern kingdom to the Hohenstaufen until 1266.

The Capture of Richard I and his submission to Henry VI, from Peter of Eboli’s Liber ad honorem Augusti (1197).

Resumo editorial:

“No caminho de volta das Cruzadas, um dos mais famosos e românticos reis medievais da Inglaterra teve seu navio naufragado e encalhado perto de Veneza. Tentando fazer seu retorno sob disfarce, ele foi encarcerado e efetivamente desapareceu. Ele não conseguiu retornar a casa por mais 15 meses, a um custo enorme – um quarto de toda a riqueza da Inglaterra foi pago para obter sua libertação.

Os acontecimentos bizarros que cercam o desaparecimento Ricardo Coração de Leão têm sido relegados para os livros infantis por gerações de historiadores. Mas também fornece o pano de fundo de algumas das lendas mais coloridas e duradouras do período – Robin Hood, o xerife de Nottingham, a descoberta do túmulo do rei Arthur, e acima de tudo, a história de Blondel, fiel menestrel de Ricardo, e sua jornada através da Europa central – cantando sob torres de castelos – até que consegue encontrar o rei desaparecido.

Blondel’s Song narra o conto de um dos incidentes mais peculiares da história medieval, os antecedentes do Blondel real e seus companheiros trovadores, bem como as cortes de amor, o Santo Graal, o surgimento das catedrais góticas como Notre Dame e Chartres, e de um  momento único de tolerância no Ocidente – no qual a Europa compartilhou um idioma e uma nova cultura de música romance e Cavalaria. Ele redescobre a viagem em segredo de Ricardo através dos Alpes no inverno, e descobre a verdadeira história da prisão do rei mais poderoso da Europa, a dois mil quilômetros de casa, e os efeitos de seu resgate gigantesco. E revela pela primeira vez o verdadeiro significado da lenda de Blondel, a canção que revelou a cela solitária de Richard, e a verdade sobre quem Blondel foi”.

Mas há mais nesta história fantástica.

Ricardo Coração de Leão nela foi protagonista, mas ao mesmo tempo peão: Trata-se também  de uma história na qual os protagonistas são o Imperador Henrique VI de Hohenstaufen e os príncipes das grandes linhagens aristocráticas do Sacro Império Romano, em disputa em fins do século XII.

Ao passar pelo reino siciliano em sua rota para a Terra Santa durante a Terceira Cruzada, Ricardo firmou aliança com Tancredo de Lecce, que havia usurpado o trono de sua prima, a Imperatriz Constança, esposa de Henrique VI, fato que o tornou duplamente inimigo da casa imperial, já que Ricardo também era cunhado de Henrique o Leão, duque deposto da Saxônia e Bavária e inimigo dos Hohenstaufen.

Como se isso já não fosse o bastante, em Acre Ricardo humilhou Leopoldo V de Babenberg, duque da Áustria e primo do imperador germânico. Assim, fica evidente que se Ricardo transitasse por domínios germânicos, seria tratado como inimigo do Reich.

Então, ao retornar da Cruzada por Aquiléia, Ricardo teve que justamente adentrar aos domínios do duque austríaco que o aprisionou. Leopoldo vendeu seu cativo a seu primo, Henrique VI que, com esta manobra, pôde debelar uma vasta aliança revoltosa que contra ele se erguera graças à acusação de que ele havia ordenado o assassinato do bispo de Liège, Alberto de Louvain. Esta aliança era composta pelos príncipes do baixo Reno (aparentados do falecido), os arcebispos renanos (Colônia, Mainz e Trier), Henrique o Leão e contava com o apoio financeiro de seu cunhado, Ricardo Coração de Leão, de Tancredo de Lecce e do papa Celestino III. Por outro lado, Henrique VI mobilizou os vastos recursos dos Hohenstaufen na Germânia e contava com o apoio de Felipe II Augusto da França e das comunas lombardas.

Com este golpe de sorte, a aliança contra Henrique VI perdeu seu principal esteio financeiro e entrou em colapso. Ademais, Henrique cobrou aos ingleses o imenso resgate de 150 mil marcos (algo como 35 toneladas de prata) para libertar seu rei.

A luta contra os rebeldes e as negociações para a libertação de Ricardo I arrastaram-se entre 1192 e o início de 1194. Contudo, uma paz inesperada surgiu entre fevereiro e março de 1194 com o pagamento integral do resgate de Ricardo, a morte de Tancredo de Lecce e a união entre Agnes (prima de Henrique VI) e Henrique, primogênito de Henrique o Leão, o que selou uma trégua entre as duas linhagens.

Desta feita, a campanha germânica para a conquista do reino siciliano foi rápida e decisiva: as forças de seus aliados marítimos, Gênova e Pisa, financiadas pela prata inglesa, alcançaram o estreito de Messina a primeiro de setembro, antes mesmo da chegada do imperador e seus contingentes terrestres, que ocuparam Palermo a 20/11/1194 e Henrique recebeu a coroação régia a 25/12.

Assim, a história do cativeiro de Ricardo I  na Germânia também faz parte da intrincada história do Sacro Império Romano e do Reino da Sicília no processo da unio Regni ad Imperium, que submeteu o reino meridional ao domínio dos Hohenstaufen até 1266.

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