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“Die Deutschen” (Os Alemães) é uma série de documentários televisivos alemães produzida para o canal ZDF que foi ao ar pela primeira vez entre Outubro e Novembro de 2008. Cada episódio reconta uma época selecionada da História Alemã, começando (na primeira temporada) com o reinado de Otto I o Grande e terminando com o colapso do Império Alemão ao final da Primeira Guerra Mundial. Em Novembro de 2010 a segunda temporada de “Die Deutschen” foi ao ar na televisão alemã, iniciando com Carlos Magno e concluindo com Gustav Stresemann, Chanceler e Ministro do Exterior durante a República de Weimar.

A série é bem fundamentada, contando com a colaboração de alguns dos principais medievalistas alemães (Stefan Weinfurter, Bernd Schneidmüller, Joachim Ehlers, Wolfgang Muchitsch, Matthias Becher, Olaf Rader, Franz Joseph Felten, Johannes Heil e Gerd Althoff) validando o bom trabalho cinematográfico. Contudo, os episódios estão disponíveis APENAS EM ALEMÃO.

No terceiro episódio da primeira temporada (e último dedicado ao período medieval), Barbarossa und der Löwe (Barbarossa e o Leão), alcançamos um período crítico, talvez o início do apogeu imperial na Idade Média Central.

Frederico I “Barbarossa” foi o segundo monarca germânico da dinastia dos Hohenstaufen (1152-1190). Seu apelido advém daquele dado por seus súditos italianos devido à sua barba ruiva.

Seu reinado foi dedicado à restauração da grandeza imperial em todos os seus reinos (Germânia, Itália e Borgonha) e isso levou aos inevitáveis confrontos com o Papado e as comunas lombardas, alvos de nada menos que seis campanhas militares entre 1154 e 1186.

campanhas italianas de Frederico_2

 

Em 1157, em um dos choques com o Papado, durante a Dieta imperial em Besançon, Frederico declara oficialmente que seu Império era o Sacro Império Romano (o Germânico só foi acrescentado no século XV). Também foi um imperador zeloso das questões jurídicas, inclusive como protetor da escola de Direito em Bologna (1155), que retribuiu-lhe na Dieta imperial em Roncaglia (1158) com reelaborações do Direito Romano adaptadas ao contexto do século XII.

Frederico também enfrentou problemas na Germânia, ligados principalmente à oposição de diversos nobres a seu primo, Henrique o Leão, poderoso duque da Bavária e da Saxônia. As ambições de Henrique entravam em choque com as dos outros príncipes mas enquanto teve o apoio de Frederico, nada precisou temer. Contudo, ao não enviar tropas para auxiliar Frederico na Itália em 1174, Henrique perdeu sua proteção.

Após longo processo judicial, na Dieta imperial de Gelnhausen em 1180, Henrique foi declarado fora-da-lei e confiscaram-lhe os ducados. Após uma rápida campanha militar em 1181, Henrique foi enviado para o exílio nas terras de seu sogro, o rei inglês Henrique II.

Os destaques finais do reinado de Frederico foram o gigantesco torneio que patrocinou em Mainz (1184) para a elevação de seus filhos Henrique (VI) e Frederico (V) à Cavalaria e sua morte no comando da maior expedição militar da Terceira Cruzada em 1190.

 

“Die Deutschen” (“The Germans”) is a German television documentary produced for ZDF that first aired from October to November 2008. Each episode recounts a selected epoch of German History, beginning (first season) with the reign of Otto the Great and ending with the collapse of the German Empire at the end of the First World War. In November 2010 the second season of “Die Deutschen” was published in German television, beginning with Charlemagne and ending with Gustav Stresemann,  the Chancellor and Foreign Minister during the Weimar Republic.

The series was well fundamented with the collaboration of top german medievalists (Stefan Weinfurter, Bernd Schneidmüller, Joachim Ehlers, Wolfgang Muchitsch, Matthias Becher, Olaf Rader, Franz Joseph Felten, Johannes Heil and Gerd Althoff) backing the good cinematography work. Alas, the episodes are disponible ONLY IN GERMAN.

In the third episode of the first season (and last dedicated to the medieval period), Barbarossa und der Löwe (Barbarossa and the Lion), we reached a critical period, perhaps the beginning of the imperial heyday in the Central Middle Ages.

Frederick I “Barbarossa” was the second monarch of the Hohenstaufen dynasty (1152-1190). His nickname comes from that given by his subjects Italians because of his red beard.

His reign was devoted to the restoration of imperial grandeur in all its realms (Germany, Italy and Burgundy) and this led to inevitable clashes with the Papacy and the Lombard communes, targets of no less than six military campaigns between 1154 and 1186.

In 1157, in one of the clashes with the Papacy during the Imperial Diet in Besançon, Frederick has officially declared that their Empire was the Holy Roman Empire (“of the German People” was only added in the fifteenth century). It was also a emperor zealous of legal issues, including in it being a protector of law school in Bologna (1155), who returned him in the imperial Diet of Roncaglia (1158) with reworkings of Roman law adapted to the context of the twelfth century.

Frederick also faced problems in Germany, linked mainly to opposition from various nobles to his cousin, Henry the Lion, powerful duke of Bavaria and Saxony. The ambitions of Henry clashed with those of other princes but while he had the support of Frederick, nothing needed to fear. However, by not sending troops to assist Frederick in Italy in 1174, Henry lost his protection.

After lengthy legal proceedings, at the imperial Diet of Gelnhausen in 1180, Henry was declared to be an outlaw and lost his the duchies. After a quick military campaign in 1181, Henry was sent into exile in the lands of his father-in-law, the English King Henry II.

The highlights of the end of his reign were the giant tournament that he’s sponsored in Mainz (1184) for the elevation of his sons Henry (VI) and Frederick (V) to the Knighthood and his death at the command of the biggest military expedition of the Third Crusade in 1190.