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Bernard S. Bachrach atua com destaque no campo do Medievalismo desde a década de 1960, particularmente como um dos expoentes dos estudos militares medievais. A maior parte de sua produção neste tema está concentrada na análise da atuação bélica dos Francos entre os séculos V e XI. Até o momento, Bachrach publicou quatro livros e inúmeros artigos.

Bernard S. Bachrach acts prominently in the field of Medievalism since the 1960s, particularly as one of the exponents of medieval military studies. Most of his production on this topic is concentrated in the analysis of the warlike performance of the Franks between V and XI centuries. So far, Bachrach has published four books and numerous articles.

O primeiro livro, Merovingian Military Organization, 481–751, foi publicado em 1972 pela editora da Universidade de Minnesota: “Na área que agora é a França e que antes foi a Gália, as instituições militares foram influências fundamentais nos sucessos e falhas da dinastia Merovíngia entre 481 e 751. O Professor Bachrach examina detalhadamente este período, estudando as formas de organização militar e sua relação com o poder político. Embora vários aspectos do tema sejam controversos entre os eruditos especializados em História da Alta Idade Média, este foi o primeiro livro dedicado ao mesmo a ser publicado.

Por um século os eruditos equivaleram as instituições militares da Gália Merovíngia aos costumes dos Francos, uma minoria na população e que foi rapidamente aculturada. O estudo do Professor Bachrach demonstra a natureza heterogênea da organização militar Merovíngia, composta por muitas instituições originárias de povos não-Francos, especialmente dos despojos do Império Romano.

Ao lidar com todas as fontes significativas ele demonstra que haviam frequentes mudanças nas instituições militares ao invés de uma mudança revolucionária. A natureza fluida da organização militar também é vista como tendo efeitos profundos no exercício do poder político. Provavelmente o achado mais significativo deste estudo é que a organização militar Merovíngia, como muito mais na Gália Merovíngia, parecia-se muito mais com a Romania do que com a Germania”.

The first book, Merovingian Military Organization, 481-751, was published in 1972 by the University of Minnesota Press: In the area which is now France and was then Gaul, military institutions fundamentally influenced the successes and failures of the Merovingian dynasty, from 481 to 751. Professor Bachrach examines this period in detail, studying the forms of military organization and their relation to political power. Various aspects of the subject are controversial among scholars specializing in early medieval history, yet this is the first book-length study on the subject to be published.

For a hundred years scholars have equated the military institutions of Merovingian Gaul with the customs of the Franks, a minority of the population who were rapidly acculturated. Professor Bachrach’s study shows the heterogeneous nature of Merovingian military organization, composed of many institutions drawn from non-Frankish people especially from the remains of the Roman Empire. By dealing with all of the significant sources he demonstrates that there was frequent change in the military institutions rather than revolutionary change. The fluid nature of the military organization also is seen to have had profound effects upon the exercise of political power. Probably the most significant finding of the study is that Merovingian military organization, like much else in Merovingian Gaul, resembled Romania far more than Germania.

Este volume se encontra disponível na biblioteca virtual do Gentes ultra Rhenum:
http://www.scribd.com/doc/27256887/Merovingian-Military-Organization

O segundo volume (em termos temáticos) foi publicado pela editora da Universidade da Pennsylvania em 2001, Early Carolingian Warfare: Prelude to Empire.

“Sem a complexa máquina militar construída por seus antepassados ​​ ao longo do século VIII, teria sido impossível para Carlos Magno reviver o Império Romano do Ocidente. Early Carolingian Warfare é o primeiro livro dedicado ao estudo da maneira como a dinastia Franca dos Carolíngios, começando com Pepino II, estabeleceu seu poder e cultivou sua excelência militar, a fim de restabelecer o regnum Francorum, uma área geográfica que período romano tardio, incluiu muito da atual França e a Alemanha Ocidental. Bernard Bachrach examina exaustivamente as fontes contemporâneas, incluindo crônicas judiciais, manuais militares, histórias e manuais roamnos tardios, para estabelecer como os primeiros carolíngios utilizaram seu legado de técnicas políticas e militares e estratégias forjadas na Roma imperial para recuperar o controle no Ocidente.

Pepino II e seus sucessores não foram desviados pelas oportunidades de enriquecimento financeiro de curto prazo, através de invasões e campanhas fora do regnum Francorum; eles se concentraram na conquista com sensível sagacidade, preferindo soluções diplomáticas à guerras desnecessariamente destrutivos, desdenhando a glória militar por si só. Mas, quando eles tiveram que desdobrar suas forças militares, suas operações foram brutais e eficientes. Seu treinamento foi excepcionalmente bem desenvolvido e suas técnicas incluíam combate manual, movimento regimental de tropas, combate a cavalo com soldados montados especializados, e a execução de cercos prolongados com emprego de artilharia. Para sustentar a sua estratégia de longo prazo, os Carolíngios iniciais contaram com um modelo romano tardio no qual os soldados foram recrutados entre a população militarizada, a quem se requeria por lei a servir fora da proximidade de suas comunidades. A capacidade de reunir e treinar grandes exércitos, a partir de agricultores e citadinos deu aos Carolíngios o poder necessário para sitiar as antigas cidades fortificadas romanas que dominaram a topografia militar do Ocidente.

Bachrach inclui novos relatos da vitória de Carlos Martel sobre os muçulmanos em Poitiers em 732, e do bem-sucedido cerco de Pepino a Bourges em 762, demonstrando que, em matéria de guerra, nunca houve uma Idade das Trevas na Europa Ocidental que finalmente foi iluminada por algum Renascimento posterior. Os primeiros Carolíngios construíram sobre instituições militares sobreviventes, adotaram a tecnologia tardoantiga, e efetivamente utilizaram a sua herança intelectual clássica para preparar militarmente o caminho para império de Carlos Magno”.

The second volume (thematically) was published by University of Pennsylvania Press in 2001, Early Carolingian Warfare: Prelude to Empire.

Without the complex military machine that his forbears had built up over the course of the eighth century, it would have been impossible for Charlemagne to revive the Roman empire in the West. Early Carolingian Warfare is the first book-length study of how the Frankish dynasty, beginning with Pippin II, established its power and cultivated its military expertise in order to reestablish the regnum Francorum, a geographical area of the late Roman period that includes much of present-day France and western Germany. Bernard Bachrach has thoroughly examined contemporary sources, including court chronicles, military handbooks, and late Roman histories and manuals, to establish how the early Carolingians used their legacy of political and military techniques and strategies forged in imperial Rome to regain control in the West.

Pippin II and his successors were not diverted by opportunities for financial enrichment in the short term through raids and campaigns outside of the regnum Francorum; they focused on conquest with sagacious sensibilities, preferring bloodless diplomatic solutions to unnecessarily destructive warfare, and disdained military glory for its own sake. But when they had to deploy their military forces, their operations were brutal and efficient. Their training was exceptionally well developed, and their techniques included hand-to-hand combat, regimented troop movements, fighting on horseback with specialized mounted soldiers, and the execution of lengthy sieges employing artillery. In order to sustain their long-term strategy, the early Carolingians relied on a late Roman model whereby soldiers were recruited from among the militarized population who were required by law to serve outside their immediate communities. The ability to mass and train large armies from among farmers and urban-dwellers gave the Carolingians the necessary power to lay siege to the old Roman fortress cities that dominated the military topography of the West.

Bachrach includes fresh accounts of Charles Martel’s defeat of the Muslims at Poitiers in 732, and Pippin’s successful siege of Bourges in 762, demonstrating that in the matter of warfare there never was a western European Dark Age that ultimately was enlightened by some later Renaissance. The early Carolingians built upon surviving military institutions, adopted late antique technology, and effectively utilized their classical intellectual inheritance to prepare the way militarily for Charlemagne’s empire.

http://www.amazon.com/Early-Carolingian-Warfare-Prelude-Empire/dp/0812235339/ref=tmm_hrd_title_0?ie=UTF8&qid=1358705659&sr=1-1

O terceiro volume, Charlemagne’s Early Campaigns (768-777) – A Diplomatic and Military Analysis, a ser lançado pela editora Brill neste primeiro semestre de 2013, novamente é o primeiro livro dedicado especificamente a seu tema, as campanhas iniciais de Carlos Magno e a importância destas em seu reinado de 46 anos.

“Negligenciar as campanhas militares de Carlos Magno e a diplomacia por elas embasada tem truncado nossa compreensão da criação do império Carolíngio e do grande sucesso desfrutado por seu líder, que rivaliza com Frederico, o Grande e Napoleão entre os melhores da Europa.

A utilização crítica de numerosas narrativas e fontes documentais combinadas ao uso sistemático do imenso corpus de evidências arqueológicas, muito do qual resulta de escavações realizadas após a Segunda Guerra Mundial, é aplicado aqui, em detalhes, pela primeira vez, a fim de ampliar nossa compreensão da estratégia militar de Carlos Magno e suas táticas de campanha. Carlos Magno e seus conselheiros emergem como planejadores muito cuidadosos, com uma ampla compreensão do pensamento militar romano, que foi dedicado ao uso de força esmagadora para vencer, sempre que possível, sem proceder combates custosos. Carlos Magno emerge deste estudo, para parafrasear uma observação atribuída a Scipio Africanus, como um comandante militar e não um guerreiro”.

To be published by Brill Academic Press in the first semester of 2013, Charlemagne’s Early Campaigns is the first book-length study of Charlemagne at war and its focus on the period 768-777 makes clear that the topic, for his forty-six year reign, is immense. The neglect of Charlemagne’s campaigns and the diplomacy that undergirded them has truncated our understanding of the creation of the Carolingian empire and the great success enjoyed by its leader, who ranks with Frederick the Great and Napoleon among Europe’s best.
The critical deployment here of the numerous narrative and documentary sources combined with the systematic use of the immense corpus of archaeological evidence, much of which the result of excavations undertaken since World War II, is applied here, in detail, for the first time in order to broaden our understanding of Charlemagne’s military strategy and campaign tactics. Charlemagne and his advisers emerge as very careful planners, with a thorough understanding of Roman military thinking, who were dedicated to the use of overwhelming force in order to win whenever possible without undertaking bloody combat. Charlemagne emerges from this study, to paraphrase a observation attributed to Scipio Africanus, as a military commander and not a warrior.

http://www.brill.com/charlemagnes-early-campaigns-768-777

Finalmente, no quarto livro (em termos temáticos) Fulk Nerra, the Neo-Roman Consul 987-1040: A Political Biography, publicado em 1993 pela editora da Universidade da Califórnia, Bachrach se dedica à exploração profunda na biografia político-militar do conde angevino da utilização do conhecimento teórico militar tardoantigo (notadamente a obra de Vegécio) por parte dos comandantes militares medievais.

Finally, the fourth book (thematically) is Fulk Nerra, the Neo-Roman Consul 987-1040: A Political Biography, published in 1993 by University of California Press.

This is the first comprehensive biography of Fulk Nerra, an important medieval ruler, who came to power in his teens and rose to be master in the west of the French Kingdom. Descendant of warriors and administrators who served the French kings, Fulk in turn built the state that provided a foundation for the vast Angevin empire later constructed by his descendants.
Bernard Bachrach finds the terms “constructed” and “built” more than metaphorical in relation to Fulk’s career. He shows how Fulk and the Angevin counts who followed him based their long-term state building policy on Roman strategies and fortifications described by Vegetius. This creative adaptation of Roman ideas and tactics, according to Bachrach, was the key to Fulk’s successful consolidation of political power. Students of medieval and military history will find here a colorful, impressively researched biography.

http://www.amazon.com/Fulk-Nerra-Neo-Roman-Consul-987-1040/dp/0520079965/ref=sr_1_6?s=books&ie=UTF8&qid=1358705659&sr=1-6&keywords=Bachrach%2C+Bernard